Arte Erótica

 

O erotismo está intrinsecamente ligado a conceitos fundamentais na vida das mulheres e dos homens, individual e colectivamente, de que relevam, entre tantos outros, a Beleza, o Amor e a Sensualidade. Todos estes conceitos, percepções e sensações têm sido vistos, analisados, apreciados, discutidos e entendidos pelas diferentes sociedades e épocas de forma diferente, provocando as mais diversas formas de ser e de estar na vida e influenciando decisivamente as mais diversificadas vertentes da arte erótica.

 

A arte erótica expressa-se, assim, por imagens, publicações e objectos que provocam sentimentos e desejos a quem se deixa transportar por uma obra concebida e realizada por artistas que pretendem introduzir na sociedade em que estão inseridos uma forma de comunicação que acaba por perpassar transversalmente todo o colectivo.

 

Quimera 90x70 Técnica Mista s/Tela
Quimera 90x70 Técnica Mista s/Tela

"Quimera"

 

Oh quimera, que passas embalada

Na onda de meus sonhos dolorosos,

E roças co'os vestidos vaporosos

A minha fronte pálida e cansada!

 

Leva-te o ar da noite sossegada...

Pergunto em vão, com olhos ansiosos,

Que nome é que te dão os venturosos

No teu país, misteriosa fada!

 

Mas que destino o meu! e que luz baça

A d'esta aurora, igual à do sol posto,

Quando só nuvem lívida esvoaça!

 

Que nem a noite uma ilusão consinta!

Que só de longe e em sonhos te presinta...

E nem em sonhos possa ver-te o rosto!

 

Antero de Quental, in "Sonetos"

 

Libertação e Ascensão 90x60
Libertação e Ascensão 90x60
"Gestação" Técnica Mista s/Tela 90x60
"Gestação" Técnica Mista s/Tela 90x60
Dança 3x100x20
Dança 3x100x20
Opulência 150x60 Técnica Mista s/Tela
Opulência 150x60 Técnica Mista s/Tela
Deleite 120x60 Técnica Mista s/Tela
Deleite 120x60 Técnica Mista s/Tela
Libertação 90x60
Libertação 90x60
Domínio 100x80
Domínio 100x80
Cumplicidade 100x80
Cumplicidade 100x80
Devaneio 70x60 Técnica Mista s/Tela
Devaneio 70x60 Técnica Mista s/Tela
Delírio 60x90 Técnica Mista s/Tela
Delírio 60x90 Técnica Mista s/Tela
Aspiração 80x60 Técnica Mista s/Tela
Aspiração 80x60 Técnica Mista s/Tela
Aenígma -  Art Gallery de Paula Cabral- Principe Real -Lisboa
Aenígma - Art Gallery de Paula Cabral- Principe Real -Lisboa

Arte Erótica

 

Os primeiros registos da Arte Erótica remontam à pré-história, com reproduções da vida quotidiana representadas pelo homem nas cavernas. Inicialmente assistia-se a gravuras que descreviam os animais no seu habitat natural procurando acasalar, posteriormente foi introduzida a silhueta humana e o elemento da criação.

 

No Paleolítico encontram-se as primeiras representações do feminino, tendo sido as primeiras descobertas na Europa. Tratavam-se essencialmente de imagens esculpidas na pedra, representando uma mulher de seios grandes abdómen proeminente enquanto símbolo de gravidez e fertilidade.

 

Na maioria, estas esculturas encontradas no período da pré-história, mais do que o elemento erótico, tinham enfoque nos objectivos de sobrevivência, tais como a caça, agricultura, animais ou pastoreio.

 

Na Grécia, Roma, Egipto e Índia, há uma clara orientação para o belo. Procuram representar o corpo perfeito, atraente e a exaltação do erótico e sexual, na maioria em ambientes propícios à prática sexual.

 

Um dos expoentes máximos da Arte Erótica é a literatura que passou a conferir o poder do leitor desejar e sonhar com o erotismo e até mesmo descobrir o seu próprio sentido sexual e erótico.

 

Encontramos textos eróticos nas obras de Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Bocage, Aristófanes, Ovídio, Júlio Ribeiro, Marquês de Sade entre outros.

 

Também na música se encontra expressões de erotismo, principalmente através da dança.

 

O erotismo e o sexo estão associados à sociedade e à cultura humana desde o início dos tempos, e a literatura não foi uma excepção, embora tenha sido muitas vezes submetido à censura por ser considerado um tema reprovável e pecaminoso. Entretanto, são frequentes as referências a sexo ou paisagens eróticas em várias obras, não como o tema principal, mas como capítulos isolados que contribuem para a evolução da história ou o desenvolvimento de um personagem. Por exemplo, é possível encontrar fragmentos claramente eróticos em Dom Quixote de Cervantes ou em Ulisses de James Joyce, mesmo que não se considere tais obras como pertencentes ao género.

 

Fonte: Wikipédia