Livro: Arte Maçónica numa Visão Profana
Livro: Arte Maçónica numa Visão Profana

GRÉMIO LUSITANO ACOLHE LANÇAMENTO

DE LIVRO DA PINTORA CARMEN-LARA


       Prefácio de António Arnaut


O livro “Arte Maçónica Numa Visão Profana”, de autoria de Carmen-Lara e prefaciado por António Arnaut, vai ser lançado no Grémio Lusitano (rua do Grémio, 25), no próximo dia 13, às 18h30.

António Arnaut, num douto preâmbulo, considera que “servindo-se habilmente da simbologia maçónica, Carmen-Lara soube combinar na paleta da sua imaginação as tintas que deram forma e cor ao “espírito” que se exala, como um suspiro de amor, destas 33 telas que vieram enriquecer a arte maçónica”.

Solicitada a enquadrar esta obra, diz Carmen-Lara: “Pretendo construir uma ponte entre o mundo profano e o mundo maçónico. De uma forma suave e subtil, pretendo também construir uma verdadeira ponte de passagem do mundo profano para o verdadeiro Conhecimento, suscitando o interesse para a pesquisa, assim contribuindo para a desmistificação de alguns conceitos errados no mundo profano, consequentes de um estado de desconhecimento.”

 

 

 

 

 

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Arquiteto - Técnica Mista s/Tela 90x60 2013

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Obreiro – UNO em Sua Mente
Obreiro – UNO em Sua Mente

"História da Maçonaria" - Acrílico s/ Tela - Obra em Exposição Permanente no Grémio Lusitano - Grande Oriente Lusitano - Maçonaria Portuguesa -Lisboa

História da Maçonaria 120x100  Acrílico s/Tela
História da Maçonaria 120x100 Acrílico s/Tela

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Na Arte Real
Na Arte Real

Estrela D'Alva - Homenagem pela comemoração do 103 Aniversário da R.Loja Estrela D'Alva

GOL - Grande Oriente Lusitano - Maçonaria Portuguesa

Interpretação da Autora

 

No centro da criação do Universo, os 5 elementos - a matéria, o espírito, a alma, a força e a vida – emerge o Homem com os 5 sentidos, iluminado pelo conhecimento, irradia Luz, com zelo e fervor.

 

De braços abertos e pernas afastadas, regenerado e pronto para partir na estrada luminosa, a Luz que ilumina os livres-pensadores, a eterna vigilância e a protecção objectiva do G.A.D.U.

O impulso que leva o homem a aprender sempre mais e que é o principal factor de progresso.

 

Sempre pautado pela Temperança, Doçura, Lealdade e Sabedoria na senda da Perfeição, construindo assim uma Obra de Luz, tal, como é a Maçonaria.

                                                                               

Carmen-Lara

15 de Dezembro de 2011.

 

 

 

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Obra em Homenagem ao 1º Aniversário da VITRIOL - Associação para a Divulgação e Cultura Lusófona

VITRIOL - Técnica Mista s/Tela - 65x55 2011
VITRIOL - Técnica Mista s/Tela - 65x55 2011
O Genesis - técnica mista s/tela 45x35 2011
O Genesis - técnica mista s/tela 45x35 2011

 

 

VITRIOL ou V.I.T.R.I.O.L. é a sigla da expressão latina "Visita Interiorem Terrae, Rectificandoque, Invenies Occultum Lapidem", que quer dizer: Visita o Centro da Terra, Retificando-te, encontrarás a Pedra Oculta (ou Filosofal).

Filosoficamente ela quer dizer: Visita o Teu Interior, Purificando-te, Encontrás o Teu Eu Oculto, ou, "a essência da tua alma humana". É o símbolo universal da constante busca do homem para melhorar a si mesmo e a sociedade em geral.

 

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Terra, Ar, Água e Fogo - Técnica Mista s/Tela - 120x60 - 2011
Terra, Ar, Água e Fogo - Técnica Mista s/Tela - 120x60 - 2011

“Os quatro elementos: Terra, Água, Ar e Fogo”, correspondem a 4 fases da Obra e a 4 graus do Fogo”

“Com Aristóteles, a prima matéria foi associada às quatro qualidades: seco, frio, humidade e calor, formando assim os 4 elementos. Na medida bem que o homem manipula estas propriedades, é também possível alterar as estruturas elementares da matéria e transmutá-la.”

“Segundo uma lei atribuída a Pitágoras, o espectro de todas as possibilidades terrenas está associado ao número quatro. O quinto elemento aristotélico, a subtil quintessência, só se encontra pois no céu superior do fogo divino. O objectivo de todos os alquimistas era trazer esse quinto elemento para a terra através das repetidas transmutações que o seu trabalho implicava. O que se traduziu na frequente destilação do álcool, o espírito do vinho, ou na concepção da luz divina presente no sal.”

“O texto grego mais antigo de teor alquimista, sob o título programático de Physica Kai Mystika (das coisas naturais e das coisas ocultas), subdivide já a Opus Magnum em quatro fases, de acordo com as cores que apresentam: Negro (Nigredo), o Branco (Albedo), o Amarelo (Citrinitas), e o Vermelho (Rubedo).

Esta classificação perdurou de um modo geral ao longo de toda a história da alquimia, com variantes pouco significativas.”

 

Fonte: O Museu hermético / Alquimia & Misticismo de Alexander Roob

 

 

Obreiro II - Técnica Mista s/Tela - 60x60
Obreiro II - Técnica Mista s/Tela - 60x60
Complementaridade do 3 - Técnica Mista s/Tela 2011
Complementaridade do 3 - Técnica Mista s/Tela 2011
"Serpente" - Técnica Mista s/ Tela 70x40 2011
"Serpente" - Técnica Mista s/ Tela 70x40 2011

A Serpente

 

“Estas são as duas serpentes enroscadas à volta do bastão de Mercúrio, com o qual ele manifesta o seu imenso poder e reveste a forma que quer (…).

Quando as duas são postas juntas no vaso do Túmulo dos Mortos, mordem-se uma à outra cruelmente (…). Através da putrefacção, perdem a sua primeira forma natural para revestirem uma forma nova e mais nobre (…).

 

“A razão porque quero que desenhes estas duas serpentes (Masculina e Feminina) sob a forma de um dragão é porque é grande a sua pestilência, assim como a sua peçonha (…).

Nicolas Flamel, Chymische Werke, ed. De Hamburgo, 1681)

 

Fonte: O Museu hermético / Alquimia & Misticismo de Alexander Roob

 

 

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Eterno Obreiro (100x75 2011 Acrilico s/tela)
Eterno Obreiro (100x75 2011 Acrilico s/tela)

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"Fim da Noite" (55x65) Técnica mista s/ tela - 2011
"Fim da Noite" (55x65) Técnica mista s/ tela - 2011

“Fim da Noite”

 

“(…) Assim a Madrugada no auge do vermelho é o fim de toda a escuridão e a expulsão da noite, esse tempo sombrio com o qual nos confrontamos se nos aventurarmos nele e não tivermos cautela.”

 

 

“Aurora”

 

“Vira-te para mim com todo o teu coração e não me desprezes por ser negra e escura, porque foi o sol que me tisnou, e as profundezas sombrias cobriram-me o rosto”

 

 

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A Flor de Lótus é o símbolo supremo do Cosmo e do Ser Humano, determinando assim, Pureza e Perfeição Humana.

Mantém a sua temperatura em torno de 35 graus, possui um sistema de auto-regulação de calor, como os seres humanos e os mamíferos.

Suas Folhas, têm a capacidade de repelir poeiras e microrganismos.

A Flor de Lótus cresce e desenvolve-se na escuridão do lodo, emergindo para a superfície, abrindo as suas flores, permanece imaculada da água e da terra.

 

 

 

Lenda da Flor de Lótus

 

Certo dia, à margem de um tranqüilo lago solitário, a cuja margem se erguiam frondosas árvores com perfumadas flores de mil cores, e coalhadas de ninhos onde aves canoras chilreavam, encontraram-se quatro elementos irmãos: o Fogo, o Ar, a Água e a Terra.

- Quanto tempo sem nos vermos em nossa nudez primitiva - disse o fogo cheio de entusiasmo, como é de sua natureza.

É verdade - disse o ar. - É um destino bem curioso o nosso. À custa de tanto nos prestarmos para construir formas e mais formas, tornamo-nos escravos de nossa obra e perdemos a nossa liberdade.

- Não te queixes - disse a água -, pois estamos obedecendo à Lei, e é um Divino Prazer servir à Criação. Por outro lado, não perdemos nossa liberdade; tu corres de um lado para outro, à tua vontade; o irmão fogo, entra e sai por toda parte servindo a vida e a morte. Eu faço o mesmo.

- Em todo o caso, sou eu quem deveria me queixar - disse a terra - pois estou sempre imóvel, e mesmo sem minha vontade, dou voltas e mais voltas, sem descansar no mesmo espaço.

- Não entristeçais minha felicidade ao ver-nos - tornou a dizer o fogo - com discussões supérfluas. É melhor festejarmos estes momentos em que nos encontrarmos fora da forma. Regozijemo-nos à sombra destas árvores e à margem deste lago formado pela nossa união.

Todos o aplaudiram e se entregaram ao mais feliz companheirismo. Cada um contou o que havia feito durante sua longa ausência, as maravilhas que tinham construído e destruído. Cada um se orgulhou de se haver prestado para que a Vida se manifestasse através de formas sempre mais belas e mais perfeitas. E mais se regozijaram, pensando na multidão de vezes que se uniram fragmentariamente para o seu trabalho. Em meio de tão grande alegria, existia uma nuvem: o homem. Ah! como ele era ingrato. Haviam-no construído com seus mais perfeitos e puros materiais, e o homem abusava deles, perdendo-os. Tiveram desejo de retirar sua cooperação e privá-lo de realizar suas experiências no plano físico.

Porém a nuvem dissipou-se e a alegria voltou a reinar entre os quatro irmãos. Aproximando-se o momento de se separarem, pensaram em deixar uma recordação que perpetuasse através das idades a felicidade de seu encontro. Resolveram criar alguma coisa especial que, composta de fragmentos de cada um deles harmonicamente combinados, fosse também a expressão de suas diferenças e independência, e servisse de símbolo e exemplo para o homem. Houve muitos projetos que foram abandonados por serem incompletos e insuficientes. Por fim, refletindo-se no lago, os quatro disseram: - E se construíssemos uma planta cujas raízes estivessem no fundo do lago, a haste na água e as folhas e flores fora dela? - A ideia pareceu digna de experiência. Eu porei as melhores forças de minhas entranhas - disse a terra - e alimentarei suas raízes. - Eu porei as melhores linfas de meus seios - disse a água - e farei crescer sua haste. - Eu porei minhas melhores brisas - disse o ar - e tonificarei a planta. - Eu porei todo o rneu calor - disse o fogo - para dar às suas corolas as mais formosas cores.

Dito e feito. Os quatro irmãos começaram a sua obra. Fibra sobre fibra foram construídas as raízes, a haste, as folhas e as flores. O sol abençoou-a e a planta deu entrada na flora regional, saudada como rainha.

Quando os quatro elementos se separaram, a Flor de Lótus brilhava no lago em sua beleza imaculada, e servia para o homem como símbolo da pureza e perfeição humana.


Fonte(s):
http://www.flordelotus.eu/content/view/1

 

Lótus Azul

Representa a vitória do espírito sobre os sentidos. É a vitória da inteligência, sabedoria e conhecimento. A Lótus azul nunca está totalmente aberta e seu miolo nunca é visto.

 

Lótus Azul
Lótus Azul

Lótus Branca

Representa a total pureza da mente e perfeição espiritual

 

Lótus Branca
Lótus Branca

Lótus Vermelha

Simboliza a natureza original do coração. É a Lótus de muitas qualidades do coração, incluindo o amor, compaixão e paixão

 

 

Lótus Vermelha
Lótus Vermelha

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A Chave
A Chave
Obreiro (50x60) acrilico s/tela - 2009
Obreiro (50x60) acrilico s/tela - 2009
Arvore da Vida  (30x100) técnica mista - 2011 - Bar do Além - Alenquer
Arvore da Vida (30x100) técnica mista - 2011 - Bar do Além - Alenquer
Flauta Mágica
Flauta Mágica
Túmulo de Hiram
Túmulo de Hiram
Águia de Lagash
Águia de Lagash
Mozar e a Flauta Mágica
Mozar e a Flauta Mágica
Luta pela Justiça - em exposição no Olais Plaza- Espaço Múri - Lisboa
Luta pela Justiça - em exposição no Olais Plaza- Espaço Múri - Lisboa

História da Maçonaria

 

A maçonaria (forma reduzida e usual de franco-maçonaria) é uma sociedade discreta de carácter universal, cujos membros cultivam o aclassismo, humanidade, os princípios da liberdade, democracia, igualdade, fraternidade e aperfeiçoamento intelectual, sendo assim uma associação iniciática e filosófica.

 

Portanto a maçonaria é uma sociedade fraternal, que admite todo homem livre e de bons costumes, sem distinção de raça, religião, ideário político ou posição social. Suas únicas exigências são que o candidato possua um espírito filantrópico e o firme propósito de tratar sempre de ir em busca da perfeição.

 

Os maçons estruturam-se e reúnem-se em células autónomas, designadas por oficinas, ateliers ou (como são mais conhecidas e correctamente designadas) Lojas, "todas iguais em direitos e honras, e independentes entre si."

 

Existem, no mundo, aproximadamente 5,5 milhões de integrantes espalhados pelos 5 continentes. Destes 3,2 - (58%)- nos Estados Unidos - USA, 1,2 -(22%) - no Reino Unido e 1,0(20%) no resto do mundo No Brasil são aproximadamente 150 mil maçons regulares (2,7 %) e 4.700 Lojas.

 

Origens da Maçonaria

 

O nome "maçonaria" provém do francês maçonnerei, que significa "construção". O termo maçom (ou maçon), segundo o mesmo Dicionário, provém do inglês mason e do francês maçon, que quer dizer 'pedreiro', e do alemão metz, 'cortador de pedra'. O termo maçom portanto é um aportuguesamento do francês; maçonaria por extensão significa associação de pedreiros.

Estudiosos e pesquisadores costumam dividir a origem da maçonaria em três fases distintas

 

  • Maçonaria Primitiva
  • Maçonaria Operativa
  • Maçonaria Especulativa
  • Maçonaria Política

 

Maçonaria Primitiva 

 

A Maçonaria Primitiva, ou "Pré-Maçonaria", é o período que abrange todo o conhecimento herdado do passado mais remoto da humanidade até o advento da Maçonaria Operativa. Há quem busque nas primeiras civilizações a origem iniciática. Outras buscam no ocultismo, na magia e nas crendices primitivas a origem do sistema filosófico e doutrinário. Tantas são as controvérsias, que surgiram variadas correntes dentro da maçonaria. A origem mais aceita, segundo a maioria dos historiadores, é que a Maçonaria Moderna descende dos antigos construtores de igrejas e catedrais, corporações formadas sob a influência da Igreja na Idade Média.

É evidente que a falta de documentos e registos dignos de crédito, envolve a maçonaria numa penumbra histórica, o que faz com que os fantasistas, talvez pensando em engrandecê-la, inventem as histórias sobre os primórdios de sua existência. Há aqueles que ensinam que ela teve início na Mesopotâmia, outros confundem os movimentos religiosos do Egipto e dos Caldeus como sendo trabalhos maçónicos. Há escritores que afirmam ser o Templo de Salomão o berço da Maçonaria.

O que existe de verdade é que a Maçonaria adopta princípios e conteúdos filosóficos milenares, que foram adoptados por instituições como as "Guildas" (na Inglaterra), Compagnonnage (na França), Steinmetzen (na Alemanha). O que a Maçonaria fez foi adoptar todos aqueles sadios princípios que eram abraçados por instituições que existiram muito antes da formação de núcleos de trabalho que passaram à história como o nome de Maçonaria Operativa ou de Ofício.

 

Maçonaria Operativa

 

A origem se perde na Idade Média, se considerarmos as suas origens Operativas, ou seja associação de cortadores de pedras verdadeiros, que tinha como ofício a arte de construção de castelos, muralhas etc.

Na Idade Média o ofício de pedreiro era uma condição cobiçada para classe do povo. Sendo esta a única guilda que tinha o direito de ir e vir. E para não perder suas regalias o segredo deveria ser guardado com bastante zelo.

 

Após o declínio do Império Romano, os nobres romanos afastaram-se das antigas cidades e levaram consigo camponeses para protecção mútua para se proteger dos bárbaros. Dando início ao sistema de produção baseado na contratação servil Nobre-Povo (Feudalismo)

Ao se fixar em novas terras, Os nobres necessitavam de castelos para sua habitação e fortificações para proteger o feudo. Como a arte de construção não era nobre, deveria advir do povo e como as actividades agropecuária e de construção não guardavam nenhuma relação, uma nova classe surgiu: Os construtores, herdeiros das técnicas romanas e gregas de construção civil.

 

Outras companhias se formaram: artesão, ferreiro, marceneiros, tecelões enfim, toda a necessidade do feudo era lá produzida. A maioria das guildas limitava-se no entanto às fronteiras do feudo.

Já as guildas dos pedreiros necessitavam mover-se para a construção das estradas e das novas fortificações dos Templários. Os demais membros do povo não tinham o direito de ir e vir, direito este que hoje temos e nos é tão cabal. Os segredos da construção eram guardados com incomensurável zelo, visto que, se caíssem em domínio público as regalias concedidas à categoria, cessariam. Também não havia interesse em popularizar a profissão de pedreiro, uma vez que o sistema feudal exigia a actividade agropecuária dos vassalos

 

A Igreja Católica Apostólica Romana encontra neste sistema o ambiente ideal para seu progresso. Torna-se uma importante, talvez a maior, proprietária feudal, por meio da proliferação dos mosteiros, que reproduzem a sua estrutura. No interior dos feudos, a igreja detém o poder político, económico, cultural e científico da época.

 

Maçonaria Especulativa

 

A Maçonaria Especulativa corresponde a segunda fase, que utiliza os moldes de organização dos maçons operativos juntamente com ingredientes fundamentais como o pensamento iluminista, ruptura com a Igreja Romana e a reconstrução física da cidade de Londres, berço da maçonaria regular.

 

Com o passar do tempo as construções tornavam-se mais raras. O feudalismo declinou dando lugar ao mercantilismo. Com consequência o enfraquecimento da igreja romana. Havendo uma ruptura da unidade cristã advindas da reforma protestante.

 

Superada a tragédia da peste negra que dizimou a população mundial, particularmente da Europa, teve início o Iluminismo no século XVIII, que defendia e tinha como princípio a razão, ou seja, o modo de pensar, de ter “Luz”

 

A Inglaterra surge como o berço da Maçonaria Especulativa regular durante a reconstrução da cidade após um incêndio de grandes proporções em sua capital Londres em Setembro de 1666 que contou com muitos pedreiros para reconstruir a cidade nos moldes medievais.

Para se manter foram aceitas outras classes de artífices e essas pessoas formaram paulatinamente agremiações que mantinham os costumes dos pedreiros nas suas reuniões, o que diz respeito ao reconhecimento dos seus membros por intermédio dos sinais característicos da agremiação.

 

Essas associações sobreviveram ao tempo. Os segredos das construções não eram mais guardados a sete chaves, eram estudados publicamente. Todavia o método de associação era interessante, o método de reconhecimento da maçonaria operativa era muito útil para o modelo que surgiu posteriormente. Em vez de erguer edifícios físicos, catedrais ou estradas, o objectivo era outro: erguer o edifício social ideal.

 

Maçonaria e religião

 

A Maçonaria Universal, regular ou tradicional, é a que professa pela via sagrada, independentemente do seu credo religioso, trabalha na sua Loja sob a invocação do Grande Arquitecto do Universo, sobre os livros sagrados, o esquadro e o compasso. A necessária presença de mais do que um livro sagrado no altar de juramento, reflecte exactamente o espírito tolerante da maçonaria universal e regular.

 

Grande Arquitecto do Universo, etimologicamente se refere ao principal Criador de tudo que existe, principalmente do mundo material (demiurgo) independente de uma crença ou religião específica.

 

Assim, 'Grande Arquitecto do Universo' ou 'G.A.D.U.' é uma designação maçónica para uma força superior, criadora de tudo o que existe. Com esta abordagem, não se faz referência a uma ou outra religião ou crença, permitindo que maçons muçulmanos, católicos, budistas, espíritas e outros, por exemplo, se reúnam numa mesma Loja maçónica. Para um maçom de origem católica, por exemplo, G.A.D.U. o remete a Deus, enquanto que para um muçulmano se referiria a Alah. Assim as reuniões em Loja podem congregar irmãos de diversas crenças, sem invadir ou questionar seus conteúdos.

 

Maçonaria e Sociedade

 

A maçonaria teve influência decisiva em grandes acontecimentos mundiais, tais como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos. Tem sido relevante, desde a Revolução Francesa em diante, a participação da Maçonaria em levantes, sedições, revoluções e guerras separatistas em muitos países da Europa e da América. No Brasil, deixou suas marcas, especialmente na independência do Brasil do jugo da metrópole portuguesa e, entre outras, a inconfidência mineira e na denominada "Revolução Farroupilha", no extremo sul do país, tendo legado os símbolos maçónicos na bandeira do Rio Grande do Sul, estado da Federação brasileira. Vários outros Estados da Federação possuem símbolos maçónicos nas suas bandeiras, como Minas Gerais, por exemplo.

 

A Revolução Americana (1767) e Revolução Francesa (1789) despertaram nos povos do mundo um sentimento de liberdade nunca antes experimentado.

 

A divulgação dos direitos do homem e da ideia de um governo republicano inspirou a Maçonaria no Brasil, em particular depois da Revolução Francesa, quando os cidadãos derrubam a monarquia absolutista secular. As ideias que fermentaram o movimento (século XVIII) haviam levedado o espírito dos colonos americanos, que emigraram para a América em busca de liberdade religiosa e política. A Maçonaria é caracteristicamente universalista por ser uma sociedade que aceita a afiliação de todos os cidadãos que se enquadrarem na qualificação "livres e de bons costumes", qualquer que seja a sua raça, a sua nacionalidade, o seu credo, a sua tendência política ou filosófica, exceptuados os adeptos do comunismo teorético porque seus princípios filosóficos fundamentais negam ao homem o direito à liberdade individual da autodeterminação.

 

Potências e Lojas são autónomas somente em sentido administrativo, Grão – Mestres e Mestres das Lojas não podem jamais se pronunciar em nome da Maçonaria Universal. No entanto se autorizados por suas Assembleias, podem se pronunciar oficialmente sobre desenvolvimento dos seus trabalhos, na escolha da forma e do direcionamento de suas actividades sociais e culturais.

 

Fonte Wikipédia

 

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